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30/06/2009 18:00
Café: Produção do Paraná deve recuar 40%, diz Deral
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), do Paraná, divulgou novos números para a safra 2009 de café.
Segundo a última estimativa de produção do Deral, o Paraná vai produzir 95.934 toneladas de café em 2009, ou 1,598 milhão de sacas de 60 quilos, recuo de 40% na comparação com as 158.537 toneladas (2,64 milhões de sacas) produzidas no ano passado, por conta do ciclo bianual da cultura do arábica. A estimativa anterior era de uma produção de 97.506 toneladas, ou 1,623 milhão de sacas de 60 kgs.
A produtividade média esperada para os cafezais paranaenses em 2009 é de 1.116 quilogramas por hectare, recuo de 32% na comparação com os 1.638 quilogramas por hectare obtidos em 2008. A área cultivada caiu 12% em 2009, para 85,489 mil hectares, ante os 96,8 mil hectares cultivados em 2008. (Safras)
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30/06/2009 16:27
Café: Exportações mundiais aumentaram 2,38% em maio
As exportações mundiais para todos os destinos totalizaram 97.818.883 sacas de 60 kg no acumulado dos últimos 12 meses encerrado em maio deste ano, o que representou um incremento de 2,38% sobre as 95.543.392 sacas embarcadas de junho de 2007 a maio de 2008, conforme os dados preliminares divulgados, nesta terça-feira (30), pela OIC (Organização Internacional do Café).
Entre os países que mais exportaram o produto no acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil, apresentando aumento de 11,40% frente às remessas efetuadas entre junho de 2007 e maio de 2008 (27.699.909 sacas), manteve-se na liderança dos embarques, registrando o envio de 30.858.265 sacas a todos os destinos e respondendo por 31,55% do market share nesse intervalo.
O Vietnã ocupou o segundo lugar no ranking, ao remeter 17.673.218 sacas a todos os destinos, o que implicou uma alta de 8,36%, e a Colômbia completou a lista dos três principais exportadores de café entre junho de 2008 e maio deste ano, embarcando 9.910.099 sacas (-16,70%).
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30/06/2009 15:51
Pecuária: Abate de frangos caiu 5,8% no primeiro tri, segundo IBGE
No 1º trimestre de 2009, foram abatidas 1,122 bilhão de unidades de frangos, segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. Tal volume indica quedas no abate de 5,8% e 10,8%, com relação ao 1º e ao 4º trimestres de 2008, respectivamente, informou o IBGE.
O peso total das carcaças ficou em torno de 2,327 milhões de toneladas, repercutindo em quedas de 6,7% e 9,5%, com relação ao 1º e ao 4º trimestres de 2008. O abate de frangos concentra-se na região Sul do país (60,6%) seguida pelo Sudeste (22,9%). Em termos estaduais, o Paraná respondeu pelo maior volume de abate (26,5%), seguido por Santa Catarina (18,8%) e Rio Grande do Sul (15,3%).
As exportações de carne de frango, no 1º trimestre de 2009, tiveram queda de 3,9%, em volume, e de 21,9%, em faturamento, quando comparado com o 1º trimestre de 2008 (Secex). Sob o impacto da crise financeira mundial, alguns importantes compradores do produto brasileiro reduziram o ritmo de compras como é o caso da União Européia, Estados Unidos e Rússia.
Isto tem feito com que os produtores brasileiros busquem novos mercados para colocarem seus produtos ou ampliem suas vendas para locais como Hong Kong e Oriente Médio, por exemplo.
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30/06/2009 15:49
Pecuária: Abate de suínos aumentou 7,1%, afirma IBGE
No 1º trimestre de 2009, foram abatidas 7,322 milhões de unidades de suínos pelos estabelecimentos industriais que trabalham sob algum tipo de inspeção (seja ela federal, estadual ou municipal), informou o IBGE.
Comparativamente ao 1º trimestre de 2008, registrou-se aumento de 7,1% no abate, enquanto com relação ao 4º trimestre de 2008 houve queda de 1,2%. O peso total de carcaças alcançou 696,819 mil toneladas, no 1º trimestre de 2009. Este volume representa variações positivas de 13,6% e 1,3%, relativamente ao 1º e ao 4º trimestres de 2008. O estado de Santa Catarina concentra 28,3% do abate total de suínos, enquanto a região Sul, 68,3%, sendo os principais expoentes nacionais.
As notícias de alerta da propagação da gripe suína (posteriormente denominada gripe A) marcaram o 1º trimestre de 2009. Acreditava-se que a disseminação da doença poderia restringir o consumo de carne suína tanto interna como externamente, tendo impactos significativos sobre a produção.
Os dados da Pesquisa Trimestral do Abate para o período, por sua vez, não confirmaram isso, indicando até mesmo certo crescimento do abate comparativamente ao mesmo período do ano anterior.
Secex
Segundo a Secex, no 1º trimestre de 2009, a comercialização externa de carne suína aumentou em termos de volume 19,0%, com relação ao mesmo período do ano anterior, recuperando-se também das quedas acumuladas no 4º trimestre daquele ano.
Entre os principais países compradores do produto brasileiro estão Rússia, Hong Kong, Angola, Ucrânia, Argentina e Cingapura.
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30/06/2009 15:44
Pecuária: Abate bovino caiu 11,1% no primeiro trimestre
O 1º trimestre de 2009 registrou o abate de 6,446 milhões de cabeças de bovinos. Tal volume quando comparado ao número informado no 1° trimestre de 2008 indica nova redução no número de animais abatidos (-11,1%), informou o IBGE na pesquisa semestral.
Com relação ao 4º trimestre de 2008, a queda foi menos acentuada (- 3,6%). O peso total de carcaças foi de 1,507 milhão de toneladas, resultando em quedas de 7,6% e de 3,8%, respectivamente, em relação ao 1º trimestre de 2008 e 4º trimestre de 2008. A recessão da economia mundial não permite ainda uma retomada de crescimento desta atividade, que demonstra uma fase de adaptação a esta nova realidade, interferindo nos negócios no âmbito interno e externo.
Mato Grosso é o principal estado brasileiro em abate de bovinos, responsável por 13,6% de toda a produção nacional feita pelos estabelecimentos fiscalizados, seguido por São Paulo (13,3%), Mato Grosso do Sul (12,2%) e de Goiás (9,2%). Segundo a Secex (Secretaria do Comércio Exterior), a comercialização externa de carne bovina no 1º trimestre de 2009 teve redução de 19,0% em volume e de 34,1% em faturamento quando comparado ao mesmo trimestre de 2008.
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26/06/2009 14:38
Café: A pior crise que a cafeicultura já viveu no Brasil
Nesta sexta-feira recebi em meu e-mail a mensagem abaixo do experiente cafeicultor e corretor de café, Eduardo Toledo. Um texto muito bem montado em que ele classifica o atual momento de a pior crise da cafeicultura que vivemos no Brasil.
Acompanhe:
"Eu estou envolvido com café desde 1975, como produtor, comerciante (maquinista) e como corretor do mercado futuro. Já vi e vivi muita coisa, mas tenho impressão que estamos passando pelo pior momento da cafeicultura nacional, provavelmente pior do que quando o nosso café chegou a U$ 60/ 80,00 por saca.
A todo momento saem noticias de liberação de verba para colheita, custeio, comercialização etc... mas isso é para poucos, pois muitos produtores por estarem inadimplentes junto aos bancos, estão sem acesso ao crédito, e o mais grave é que alguns já estão com a safra 2010/11 bastante comprometida.
Quando o governo anuncia o leilão de opções de venda de café, apesar de 3 milhões de sacas ser muito pouco em relação à safra, pode ajudar em uma melhora dos preços pagos ao produtor, por estar "desconcentrando" a comercialização.
Da outra vez deu resultado, mas cooperativas e exportadores ficam brigando entre si e o leilão que ia sair em fevereiro, foi adiado e não se fala em nova data.
Será que não se percebe que o produtor tem que vender café para continuar colhendo? E que por isso aparecem lotes com 30/40% de catação, que por falta de qualidade e aliado ao excesso de oferta derrubam cada vez mais os preços.
Em um determinado momento a Colômbia (fim de maio) vendia café com 90 pontos acima de Nova York e o Brasil que era praticamente a única origem na venda, tinha deságio de 27 pontos (apesar de ser outro tipo de cafe), era uma situação muito curiosa, uma mercadoria que não sofria concorrência de outros vendedores, tinha seus preços cada vez mais baixos. Será que não fica claro que o governo não tem nenhuma política de comercialização para o café ?
Não sou a favor de interferências de governo na comercialização de nenhum produto, mesmo porque medidas artificiais duram pouco, não resolvem nada a médio prazo, e trazem mais prejuízos no futuro, mas ele devia regulamentar, e não deixar quem produz "largado no pasto" a mercê dos leões.
O produtor também tem sua parcela de culpa nessa crise toda. Primeiro por estar sempre pregando números menores de safra, acaba acreditando nisso, faz a sua comercialização baseada nesses números, e se da mal.
Eu ouvi falar que em março de 2006, os nossos estoques estariam zerados (como se isso fosse possível), e ao invés disso só aumentamos as exportações e o consumo interno, até chegarmos a esse ano, exportando 31 milhões de sacas e consumindo 17 milhões, e o estoque ainda não zerou.
Outro problema é quando o preço dá uma melhorada ninguém vende, sempre esperando um pouco mais, sob o argumento não está sendo remunerado, e assim as oportunidades passam e as vezes demoram muito para retornarem, quando retornam", concluiu Toledo.

Nota AgroBlogBrasil:
Sr. Eduardo Toledo, fiquei impressionado com a riqueza de informação e a clareza firme com que o senhor tratou a cafeicultura brasileira. Endosso todas as suas palavras e vou mais além. O Governo Brasileiro é omisso e irresponsável ao adiar cada vez mais uma política de equilíbrio de preços e de mercado.
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24/06/2009 14:35
A exportação e os bois da Amazônia
Por Arnaldo Francisco de Sousa

Tudo está caminhando dentro da normalidade. O Brasil entrou tecnicamente em recessão com os resultados do primeiro trimestre de 2009, com apenas 0,8% de retração na economia (pouco comparado com outros países). Reflexo do fraco desempenho do último tri de 2008. Continuo acreditando que o segundo semestre de 2009 será mais positivo para as exportações do agronegócio e das exportações em geral.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) a economia brasileira deve se retrair 0,8% em 2009 e deverá crescer 4% em seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. Pensando no agronegócio e na indústria exportadora nacional, o mundo voltando a ter crédito de confiança nas instituições, principalmente, a rota de crescimento deve se acelerar inexoravelmente.

Sou um otimista por natureza e por convicção acredito no potencial das exportações do agronegócio nacional. Para se ter uma ideia, o Brasil apresentou contínuo crescimento do superávit na balança comercial agro de janeiro a maio.


Podemos observar que as exportações estão aumentando paulatinamente. Não podemos negar que há uma queda considerável em relação ao portento dos embarques de um ano de 2008 acima da média vindo embalado por números globais favoráveis de 2007.

Em maio deste ano, segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a receita de exportações do complexo carnes diminuiu 31,5%, passando de US$ 1,409 bilhão em maio de 2008 para US$ 965 milhões em maio de 2009.

Houve redução de 18,7% nos preços da carne bovina internacional e queda no volume embarcado de 23,2%. Caiu também o preço do frango em 34,6% e volume de 19,1%. Já o preço da carne suína caiu ao expressivo 30,2% e 15% no volume. Esse foi um ajuste natural praticado pelo mercado baseado na oferta e demanda.

O complexo soja apresentou queda de 15,6% e o café retraiu 8,1% na receita dos embarques, refletindo na queda dos respectivos volumes. Tudo dentro da normalidade, mas que vai melhorar.

E os bois na Amazônia?
Estamos acompanhando as notícias a respeito da produção de carne no bioma Amazônico. Com todo respeito às instituições, o Ministério Público do Pará abraçou o relatório do Greenpeace intitulado “A Farra do Boi na Amazônia”.

Temos de analisar com responsabilidade essas “denúncias”. No passado o Brasil podia desmatar e ocupar a Amazônia, até patrocinado pelo Governo. Hoje, por pressões comerciais dos países importadores de nossa carne, somos obrigados a preservar.

Concordo com a preservação sustentável em bases racionais. As grandes empresas exportadoras também já estão aderindo a essa idéia.

O que não podemos é fechar as portas, de uma hora para outra, dos frigoríficos que estão na Amazônia gerando empregos e produzindo com alta tecnologia e contribuindo para o superávit da Balança Comercial brasileira.

O “denuncismo” é no mínimo irresponsabilidade das ONGs que nada produzem ou oferecem para garantir o pleno emprego dos trabalhadores do bioma Amazônico.

A tendência natural é das empresas exportadoras de carne aderirem ao desmate zero proposto pelo Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Nessa adesão contempla o bloqueio de compra de animais de novos desmatamentos.

Os pecuaristas desmatam por busca de solo fértil com alta produção de capim em cinco anos e alguns abandonam a área que vai ficando improdutiva ao longo dos anos. O pecuarista amazônico deve ser estimulado pela indústria frigorífica a investir em confinamentos para produzir mais animais em menor espaço possível. Técnica largamente utilizada na Austrália e nos Estados Unidos.

Os Estados do Pará, Rondônia e Maranhão (inclusive o Mato Grosso) deveriam desenvolver com a ajuda da Embrapa um estilo novo de produtividade pecuária amazônico. E, assim, mostrar ao mundo que somos criativos e produtivos protegendo a Amazônia.
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23/06/2009 17:00
Câmbio: Dólar caiu 2,08% e fechou cotado em R$ 1,981
A cotação do dólar comercial caiu 2,08% nesta terça-feira e voltou a ficar abaixo de R$ 2. Com isso, a moeda americana passou a acumular alta de 0,3% no mês e queda de 15,09% no ano, informou o UOL Economia.
O pregão desta terça-feira corrigiu a alta da véspera e acompanhou a desvalorização global da moeda dos Estados Unidos.
"Acredito que a queda do dólar hoje é por ajuste técnico, uma vez que a alta de ontem foi forte. Além disso, tem (a desvalorização do dólar ante) as moedas lá fora", considerou Felipe Pellegrini, gerente de operações da corretora Confidence.
Na sessão anterior, o dólar avançou mais de 2%, retomando o patamar acima de R$ 2 pela primeira vez em quase quatro semanas.
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23/06/2009 15:50
Economia: PIB brasileiro deve cair 1,1% em 2009, diz Banco Mundial
A economia brasileira deverá encolher 1,1% neste ano, segundo uma nova previsão divulgada nesta segunda-feira, 22, pelo Banco Mundial. A organização reviu para baixo sua previsão para o Brasil para este ano. Em março, o Banco Mundial havia previsto um crescimento de 0,5%, informou a Agência Estado.
A projeção do Banco Mundial contrasta com a do governo brasileiro, que em maio previu um crescimento de 1%, de acordo com estimativas do Ministério do Planejamento. O Banco Mundial prevê uma recuperação do PIB do Brasil a partir do ano que vem, com um crescimento de 2,5% em 2010 e de 4,1% em 2011.
Segundo as previsões, a economia global deve cair 2,9% neste ano, sua primeira contração desde a Segunda Guerra Mundial, uma vez que os mercados financeiros globais continuam debilitados e as perspectivas de fluxo de capital para os países em desenvolvimento são fracas. A projeção é mais pessimista do que a feita em março, de contração de 1,7%, segundo agências internacionais.
Nas previsões do Banco Mundial, o comércio internacional deve experimentar a queda mais forte desde a Segunda Guerra Mundial; o desemprego, que já é elevado nos países desenvolvidos, deve subir nas economias mais dependentes das exportações no Leste Asiático; e os investidores globais diminuirão a exposição nos mercados emergentes.
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23/06/2009 15:33
Café: Zona da Mata mineira já colheu 53%, diz Coopercafé
Os trabalhos de colheita da nova safra de café avançam na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Caratinga (Coopercafé), na Zona da Mata de Minas Gerais. Segundo o gerente de comercialização da Cooperativa, Paulo Tavares, tudo corre bem e o tempo ajuda os trabalhos nas lavouras, informou a Agência Safras.
Estima-se que a apanha já atinge 53%. A expectativa é que a safra repita o desempenho do ciclo anterior (2008), quando foram colhidas entre 800 e 850 mil sacas na região.
A comercialização de café na região, por sua vez, está muito difícil. Segundo o gerente de comercialização da Cooperativa, "o produtor está vendendo exatamente necessário para custear a colheita". Estima-se que, dos 53% já colhidos da safra 2009, cerca de 20% foram negociados, enquanto menos de 1% do café colhido na safra passada ainda não foi vendido.
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23/06/2009 10:12
Plano Safra: Governo propõe R$ 107,5 bilhões em linhas de crédito
Para garantir renda ao produtor e estimular o crescimento sustentável da agropecuária brasileira, o governo federal destina R$ 107,5 bilhões ao setor por meio do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/2010, informou o Ministério da Agricultura.
O total representa 37% a mais de recursos para o crédito agrícola em relação à safra 2008/2009. Na nova safra, a agricultura comercial conta com R$ 92,5 bilhões e a familiar com R$ 15 bilhões. Somente para a agricultura comercial, o volume de recursos cresceu 42,3% em comparação com o ciclo atual.
Lançado nesta segunda-feira (22), em Londrina (PR), pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, o plano tem como foco central o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária com respeito ao meio ambiente.
Investimento
Os programas de investimento tiveram acréscimo de 37% na safra 2009/2010 e vão contar com R$ 14 bilhões. Destacam-se a criação do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro) que terá R$ 2 bilhões, o fortalecimento do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural) de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões e a ampliação do Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa) de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.
Custeio e comercialização
Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados (taxas fixas) subiram 20,2%, alcançando o valor recorde de R$ 54,2 bilhões. O novo PAP abrange também a criação de linhas de financiamento que favorecem o produtor, a ampliação de limites de crédito e a inclusão de modalidades nas linhas de crédito disponíveis.
Os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados em até 65%. O aumento dos valores, que está entre as principais medidas de apoio direto à comercialização da nova safra, inclui as culturas mais expressivas do País, como arroz (20%), leite (15%), raiz de mandioca (12%), soja (10%) e milho (6%). O objetivo é manter um patamar que atenda tanto às necessidades do produtor quanto as do mercado nacional.
Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR)
O orçamento para o programa, em 2009, é de R$ 182 milhões. Para atender à demanda apresentada pelas seguradoras, o governo federal está propondo ao Congresso Nacional a elevação deste valor para R$ 273 milhões. Esses recursos possibilitarão o atendimento a 90 mil produtores e cobertura de 8,1 milhões de hectares, quase o dobro do verificado em 2008.
Zoneamento Agrícola de Risco Climático
Para ter acesso ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e ao Proagro Mais, o produtor precisa observar as recomendações do zoneamento agrícola de risco climático, que busca minimizar os riscos de perdas nas lavouras ocasionadas por problemas climáticos.
Para a safra 2009/2010, o Mapa aumentará de 25 para 39 o número de culturas contempladas pelo zoneamento agrícola de risco climático. Além de culturas regionais, o governo dá prioridade a novas culturas com potencial para a produção de biocombustíveis, conforme os objetivos do Plano Nacional de Bioenergia.
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23/06/2009 08:35
Plano Safra: Cooperativas terão R$ 2 bilhões no Procap Agro
Responsável por quase 40% da produção nacional de grãos, o cooperativismo mereceu destaque no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/2010, lançado nesta segunda-feira (22), em Londrina/PR.
Nesta edição do plano, serão aplicados no setor R$ 2 bilhões pelo Programa de Capitalização das Cooperativas de Produção Agropecuária (Procap Agro). O programa foi criado para promover a ampliação de capital de giro e a recuperação ou a reestruturação da estrutura patrimonial das cooperativas de produção agropecuária, agroindustrial, aquícola e pesqueira.
Os recursos poderão financiar a aquisição ou integralização de cotas-parte do capital social das cooperativas. Trata-se de um investimento que o cooperado faz para ampliar o capital social ou adquirir bens e serviços. O Procap Agro também permite o aumento do capital de giro associado ou não a um projeto de investimento, além do custeio ou saneamento financeiro.
Os R$ 2 bilhões serão investidos no período de 1º de julho de 2009 a 30 de junho de 2010. O limite de financiamento é de R$ 25 mil por associado. Já o limite por cooperativa foi estabelecido em R$ 50 milhões. A linha de crédito, com taxas anuais de 6,75%, tem prazo de reembolso de até seis anos.
Competitividade - Além do novo programa, o Plano Agrícola e Pecuário inclui o aumento de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões investidos pelo Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop). Os recursos vão permitir a ampliação da competitividade do complexo agroindustrial das cooperativas nacionais. Do valor total, metade será direcionada para capital de giro dissociado de investimento.
Procap-Agro - condições de financiamento
Recursos - R$ 2 bilhões. Para capital de giro pode ser destinado até R$ 1 bilhão desse montante;
Período de financiamento - de 1º de julho de 2009 a 30 de junho de 2010;
Limite de crédito:
- Até R$ 25 mil por associado, para integralização de cotas-partes, desde que não ultrapasse o limite de R$ 50 milhões por cooperativa.
- Até R$ 50 milhões por cooperativa, para capital de giro, descontados do limite de financiamento para integralização de cotas-partes.
Prazo de reembolso - até seis anos, incluídos até dois anos de carência
Taxa de juros - 6,75% ao ano .
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23/06/2009 08:33
Plano Safra: Governo beneficia a classe média rural
Na safra 2009/2010, o médio produtor brasileiro terá à disposição R$ 5 bilhões para financiar a lavoura, 72% a mais que o destinado no ciclo anterior. Os recursos serão ofertados por meio do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural), que foi reformulado para permitir que mais agricultores tenham acesso ao crédito com condições facilitadas. O programa faz parte do Plano Agrícola e Pecuário para a próxima safra anunciado, nesta segunda-feira (22), em Londrina/PR, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.
“O novo Proger Rural foi desenhado com a intenção de dar ao médio produtor condições para crescer mais e reforçar a sua contribuição no desenvolvimento da economia do País”, explica o secretário de Política Agrícola, Edílson Guimarães.
Além da ampliação do volume de recursos, o programa dobra o limite de renda do produtor que pode ter acesso ao crédito. A partir deste semestre, o agricultor com renda bruta anual de até R$ 500 mil está apto a buscar o financiamento. Já os limites de crédito, que envolvem recursos para custeio, investimento, comercialização e aquisição de máquinas e equipamentos, subiram de R$ 150 mil para R$ 250 mil.
Outra novidade do novo Proger Rural é a obrigatoriedade no direcionamento de, no mínimo, 6% dos recursos obrigatórios dos depósitos à vista para este programa.
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21/06/2009 22:12
Café se descola do petróleo em junho e despenca 17,8%
Prezados amigos e argutos observadores da cafeicultura mundial. Eu fiz uma singela análise comparativa entre o desempenho do nosso tradicional e ilustre café e o petróleo.
No último ano os preços do café vinham oscilando na mesma sintonia do Crude Oil. Aliás, o petróleo era o termômetro do humor das bolsas mundiais. Alternando entre altas e baixas, principalmente no período da crise financeira global (entre outubro/08 a dezembro/08).
Em maio o café vinha seguindo a alta do petróleo (veja no gráfico), chegando a atingir expressiva alta de 142 cents no contrato julho/09 na Bolsa de Nova York.
Mas a partir de junho os preços despencaram ao redor dos 17,8% (saindo dos 142 cents para fechar na última sexta-feira aos 116,70 cents), nitidamente devolvendo todo o lucro do mês anterior.
Já o petróleo cresceu entre maio e junho o equivalente a 25,7% (saindo de 52 cents para os 70 cents). Tudo bem que as reservas internacionais do Crude Oil diminuiram com as recentes decisões da OPEP, há zonas de conflitos externos que influenciam na alta e a melhora do panorama financeiro internacional também exerceu influência nesta alta.
Mas o café caiu por que? Aumento da oferta? Queda no consumo externo? Eu credito em partes à falta de clareza nas regras anunciadas pelo Governo brasileiro em estabelecer os Contratos de Opções. Anunciar é uma coisa e fazer os leilões na prática é outra e, enquanto isso, os preços depreciam quase 18%. O prejuízo é do cafeicultor.
O Ministro Stephanes tem feito um bom trabalho à frente do Mapa, mas o nosso governo não defende sua cafeicultura como os colombianos fazem com a deles.
Acompanhe abaixo a comparação entre o café e o petróleo:

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21/06/2009 21:40
Café: Safra mundial foi revista para 126 milhões de sacas
A safra 2008/09, ainda em andamento e alguns países apresenta uma redução da produção mundial para 126,090 milhões de sacas de 60 kg (no relatório anterior eram previstas 127 milhões de sacas), aumento de 6,80% em relação ao ciclo 2007/08, quando foram colhidas 118,060 milhões de sacas, de acordo com dados divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC).
No documento, o diretor-executivo da entidade, Néstor Osorio, explicou que no caso específico da Colômbia a redução da colheita se deveu a condições climáticas adversas e ao programa de rejuvenescimento dos cafezais do país.
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